A Luz está dentro de todos nós
em qualquer lugar e em qualquer situação.
Eu sou abertura em todos os meus poros.
Às vezes resisto,
mas no mesmo ponto em que um ciclo se fecha, outro se abre.
E dentro das pequenas frestas que se abrem,
Luz.
Ao redor esse medo,
essa sombra que está nas entrefrestas,
no receio, no recuo.
Eu vou adiante. E, apesar do medo, sigo com a Luz.
Em qualquer lugar e em qualquer situação.
Como disse Dom Juan, "O crepúsculo é a fresta entre os mundos".
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Achei um texto de Junho de 2007.
Fiquei feliz em perceber que as coisas mudaram.
Afinal, o fato é que eu existo. Apesar de.
Fiquei feliz em perceber que as coisas mudaram.
Afinal, o fato é que eu existo. Apesar de.
Fora do tempo e do espaço
Sem chão e sem teto
Apenas por aí...
Nem meio termo, quanta prepotência...
Caibo em qualquer contexto e ocasião e, ao mesmo tempo, não estou em nenhum lugar específico.
Sou como conjunções, hífens, vírgulas...
Exerço função apenas estrutural
Projeção... Ou tentativa frustrada?
Correria maior risco se tivesse sete vidas.
Poderia perder seis. Nesse exato momento.
Acidentalmente.
E a última seria apenas mais uma.
Menos.
domingo, 7 de novembro de 2010
(...Lírios Amarelos e Orquídeas Selvagens.)*
As duas, nos seus passeios de tarde naquela praça, se amavam e brincavam na dança do ser.
Assistiam, de alma colada, ao por do sol e ao surgir das primeiras estrelas que pulsavam no ar, manifestando-se em explosões de Luz. De noite, na praça, a Lua era o iluminar de seu Amor.
A praça, no entanto, era cinza de quando não há uma só cor.
Um dia... Uma delas passava na rua da praça e, olhando com carinho para o palco de seus encontros, se deparou com o brotar de pequenas explosões estelares dentro de seu ser. Ela não se aguentava mais de Luz e desvendeu o caso de quando só se é quando se partilha Amor.
Foi correndo para os olhos de seu Amor e a convidou sem uma palavra.
Elas andavam lado a lado com o que já havia de partilha.
Com o coração cheio da Alegria, a convidada pressentia as explosões no seu peito e, como se tivesse tomando ar para o espanto, fechou os olhos e sentiu com atenção máxima aquela vibração a sua espera.
A praça era só cor vibrante de quando se vibra de Amor, em paz.
O cheiro suave interpenetrava todas as células dos seus corpos, massageando seus sentidos mais sutis.
Quando abriu os olhos, em sua entrega...*
O cinza da praça era como o verso do pano bordado.
Era o que dava os nós. E ali estava amarrado aquele Amor.
Amarrado em nós livres e sem limites para o Ser.
Assistiam, de alma colada, ao por do sol e ao surgir das primeiras estrelas que pulsavam no ar, manifestando-se em explosões de Luz. De noite, na praça, a Lua era o iluminar de seu Amor.
A praça, no entanto, era cinza de quando não há uma só cor.
Um dia... Uma delas passava na rua da praça e, olhando com carinho para o palco de seus encontros, se deparou com o brotar de pequenas explosões estelares dentro de seu ser. Ela não se aguentava mais de Luz e desvendeu o caso de quando só se é quando se partilha Amor.
Foi correndo para os olhos de seu Amor e a convidou sem uma palavra.
Elas andavam lado a lado com o que já havia de partilha.
Com o coração cheio da Alegria, a convidada pressentia as explosões no seu peito e, como se tivesse tomando ar para o espanto, fechou os olhos e sentiu com atenção máxima aquela vibração a sua espera.
A praça era só cor vibrante de quando se vibra de Amor, em paz.
O cheiro suave interpenetrava todas as células dos seus corpos, massageando seus sentidos mais sutis.
Quando abriu os olhos, em sua entrega...*
O cinza da praça era como o verso do pano bordado.
Era o que dava os nós. E ali estava amarrado aquele Amor.
Amarrado em nós livres e sem limites para o Ser.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Sinto algo de mim se transmutar continuamente
É o mergulho em mim, no Mundo natural...
O resultado é o fluir...
Como se só houvesse o agora.
E é o que há.
Lembro-me do elemento fogo se manifestando naquela fogueira.
A Lua amarela esverdeando a seu redor.
E, no nascer do Sol, os pássaros encantando o raiar do dia.
Naquele dia me percebi,
estou sendo. Estou mesmo aqui dentro. Aqui fora.
Não há limites para o transmutar.
É o mergulho em mim, no Mundo natural...
O resultado é o fluir...
Como se só houvesse o agora.
E é o que há.
Lembro-me do elemento fogo se manifestando naquela fogueira.
A Lua amarela esverdeando a seu redor.
E, no nascer do Sol, os pássaros encantando o raiar do dia.
Naquele dia me percebi,
estou sendo. Estou mesmo aqui dentro. Aqui fora.
Não há limites para o transmutar.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
coisas...
Nem tudo é palavra.
E a dor que se cala busca por meios de evasão.
A minha dor não tem nome. É a dor que se sente.
Mas quando grito que a dor é muda, algo dela cria voz.
Será que chega de gritá-la? Sua voz criada cala seu sentido em mim?
Porque fujo?
Afinal...?: Quando me aproximo da palavra é quando me distancio de mim? Do silêncio que me aquieta?
Mas e tudo que já gritei pelo Mundo?
Olha você! o Outro em mim:
Eu não sou nada disso. A minha vida é uma ilusão. Eu sou uma farsa.
E sabe? Você e a sua vida também.
Só há uma coisa. Que, para confundir ainda mais, nem coisa é.
E a dor que se cala busca por meios de evasão.
A minha dor não tem nome. É a dor que se sente.
Mas quando grito que a dor é muda, algo dela cria voz.
Será que chega de gritá-la? Sua voz criada cala seu sentido em mim?
Porque fujo?
Afinal...?: Quando me aproximo da palavra é quando me distancio de mim? Do silêncio que me aquieta?
Mas e tudo que já gritei pelo Mundo?
Olha você! o Outro em mim:
Eu não sou nada disso. A minha vida é uma ilusão. Eu sou uma farsa.
E sabe? Você e a sua vida também.
Só há uma coisa. Que, para confundir ainda mais, nem coisa é.
domingo, 19 de setembro de 2010
Olhando para baixo tem tanta coisa feia
que simplesmente me impedem de voar.
Como posso voar se existem seres humanos a rastejar?
As libélulas vieram anunciar a leveza que me espera.
Mas eu só vou com o Mundo inteiro.
Os meus ais são os seus ais
E a sua cura é a minha cura.
Vamos juntos meus irmãos!
No caminho eu vejo flores se abrindo e se acendendo a Fogueira do Amor.
A Verdade goteja em chuva de néctar.
que simplesmente me impedem de voar.
Como posso voar se existem seres humanos a rastejar?
As libélulas vieram anunciar a leveza que me espera.
Mas eu só vou com o Mundo inteiro.
Os meus ais são os seus ais
E a sua cura é a minha cura.
Vamos juntos meus irmãos!
No caminho eu vejo flores se abrindo e se acendendo a Fogueira do Amor.
A Verdade goteja em chuva de néctar.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Na ausência de asas...
Eu me desorganizo para me provar livre.
Tolice...
As asas da libertação estão no Amor aos irmãos.
O porém...
A relação também há de ser livre e/ou libertadora.
Tolice...
As asas da libertação estão no Amor aos irmãos.
O porém...
A relação também há de ser livre e/ou libertadora.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Imagine-se
Imagine-se.
Imagine-se.
Imagine-se.
Imagine-se
na escuridão total.
Imagine-se
na escuridão e no breu total.
Imagine-se
na escuridão e no breu total de si.
Imagine-se e implique-se
no seu existir.
Imagine-se.
Imagine-se.
Imagine-se
na escuridão total.
Imagine-se
na escuridão e no breu total.
Imagine-se
na escuridão e no breu total de si.
Imagine-se e implique-se
no seu existir.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Oração
Quando o vazio aperta
nem mesmo a solidão...
Lua! Ensina-me o Amor Universal
Flores! Encham o meu peito de alegria
Sol! Disperta-me no mais íntimo
nem mesmo a solidão...
Lua! Ensina-me o Amor Universal
Flores! Encham o meu peito de alegria
Sol! Disperta-me no mais íntimo
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Hoje
Hoje, na varanda,
o Bem-te-vi se despede do Sol
cantando o fim do dia...
E hoje, o Sol, se despedindo do Bem-te-vi,
canta o seu findar em tons alaranjados...
Ainda hoje, Eu, me despedindo do dia,
canto -contente- o nascer de mais uma noite enluarada.
Oh Lua! Venha depressa substituir o iluminar
Que eu não quero, hoje, me deparar com minha escuridão.
Venha suave, mas venha ainda hoje...
o Bem-te-vi se despede do Sol
cantando o fim do dia...
E hoje, o Sol, se despedindo do Bem-te-vi,
canta o seu findar em tons alaranjados...
Ainda hoje, Eu, me despedindo do dia,
canto -contente- o nascer de mais uma noite enluarada.
Oh Lua! Venha depressa substituir o iluminar
Que eu não quero, hoje, me deparar com minha escuridão.
Venha suave, mas venha ainda hoje...
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Sobre a Lapinha
Aquela terra molhada das águas correntes...
o céu azul, do vento forte que leva as nuvens...
o Sol, leve, iluminando tudo o que é vida
Ai, as vistas que ainda não conhecem palavras que as possam nomear
o som do pulsar
e o som do correr, do fluir...
A simplicidade e humildade de quem conhece a amizade, o carinho e o Amor
O mergulhar na água fria que lava as almas da dor de ser...
O nascer da Lua Cheia na serra que, Mãe, adota e ilumina a todos com beleza e suavidade.
O belo tucano que corta, atrevido, a estrada estreita
e os ipês amarelos, no voltar, colorindo o verde do cerrado...
Obrigada, ó fonte e origem de tudo, do todo e de mim...
o céu azul, do vento forte que leva as nuvens...
o Sol, leve, iluminando tudo o que é vida
Ai, as vistas que ainda não conhecem palavras que as possam nomear
o som do pulsar
e o som do correr, do fluir...
A simplicidade e humildade de quem conhece a amizade, o carinho e o Amor
O mergulhar na água fria que lava as almas da dor de ser...
O nascer da Lua Cheia na serra que, Mãe, adota e ilumina a todos com beleza e suavidade.
O belo tucano que corta, atrevido, a estrada estreita
e os ipês amarelos, no voltar, colorindo o verde do cerrado...
Obrigada, ó fonte e origem de tudo, do todo e de mim...
sexta-feira, 16 de julho de 2010
O quê em mim?
...e o som do gavião a voar
a viver
a se libertar.
-leve, muito leve-
De fundo, o céu azul
-Ai, que azul!-
Do fundo em mim, o silêncio
-e tudo o que ele me pede-
Meu sonho?
Um vôo eterno.
Que me eleve, me leve!
Levemente vôo
Eternamente leve
Vôo que me eleve...
Livre-me de tudo o que me prende
e me impede.
O quê, em mim?
a viver
a se libertar.
-leve, muito leve-
De fundo, o céu azul
-Ai, que azul!-
Do fundo em mim, o silêncio
-e tudo o que ele me pede-
Meu sonho?
Um vôo eterno.
Que me eleve, me leve!
Levemente vôo
Eternamente leve
Vôo que me eleve...
Livre-me de tudo o que me prende
e me impede.
O quê, em mim?
quinta-feira, 15 de julho de 2010
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Energia
Se você acredita em sonhos é porque é forte
é porque é fogo!
Senhor
dai-me combustível e eu me torno comburente
Porque eu já nasci do fogo
e do fogo me criei.
é porque é fogo!
Senhor
dai-me combustível e eu me torno comburente
Porque eu já nasci do fogo
e do fogo me criei.
domingo, 27 de junho de 2010
quinta-feira, 24 de junho de 2010
A flor de cor rosa...

Eu sou como o pólen que acabou de se descobrir.
E que acabou de se desescobrir parte fundamental da flor.
Da Flor de cor rosa.
E o abrir e fechar da flor o lembra
todos os dias
do seu ir e vir. Do morrer e renascer.
O movimento vida-morte é o que o lembra do círculo da eternidade.
Como é fundamental morrer! Como é bonito o nascer mais tantas vezes...
É como a correnteza que se faz audível pelo movimento.
Pelo movimento de suas menores partículas
(juntas)
EQUILÍBRIO
É quando todas as células do organismo têm consciênciua de si, em conjunto.
Consciência de que só são, do verbo ser, se forem um.
HARMONIA
É quando meu ser, com todas essas células, se percebem parte de uma UNIDADE maior.
PAZ
É quando eu. É quando você. É quando nós.
EU
Eu sou o pólen e busco Equilíbrio, Harmonia e Paz.
Vem comigo? A flor é rosa de Amor.
A gente se banha nos espinhos, nos nós.
NÓS...
Ah, o coração!
Sobre o Internato
É tempo de fechar mais um ciclo. É a morte mais uma vez, anunciando o renascimento.
É bonito, depois de idas e vindas, perceber que após algumas mortes existem inúmeras possibilidades de vida.
Mas a partida não deixa de ser a partida.
E a ansiedade me deixa com saudades do que ainda nem se foi.
Como foi bonito o caminho que deixo agora!
É bonito, depois de idas e vindas, perceber que após algumas mortes existem inúmeras possibilidades de vida.
Mas a partida não deixa de ser a partida.
E a ansiedade me deixa com saudades do que ainda nem se foi.
Como foi bonito o caminho que deixo agora!
terça-feira, 15 de junho de 2010
Vibração
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Sobre a última semana
Não sei se me perdi ou se me achei.
Confesso que me é indiferente
O que importa,
se volto agora para a outra realidade?
O tempo é que garante os mistérios de ser.
O Ser é o mistério que reinventa o tempo.
Sendo assim, me considero permuta constante.
E a morte não me causa mais espanto.
Do que adianta, se a vida mergulha no infinito?
Ou é o infinito quem permeia a vida?
Confesso que me é indiferente
O que importa,
se volto agora para a outra realidade?
O tempo é que garante os mistérios de ser.
O Ser é o mistério que reinventa o tempo.
Sendo assim, me considero permuta constante.
E a morte não me causa mais espanto.
Do que adianta, se a vida mergulha no infinito?
Ou é o infinito quem permeia a vida?
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Há sempre um brilho...
-Uma luz -
no olhar de quem já se deu.
É o Amor, é a Vida viva!
São as águas dos rios e dos mares.
O encontro,
que acalma o alvoroço
e inquieta a Paz
É o calor do Fogo
o fogo da Luz
a luz da Lua
a Lua para o Sol
O Sol do Senhor!
Senhor Brilho dos olhos.
O olhar...
Mergulho constante de almas sedentas por Vida
No brilho,
o som da mata
o cheiro da Terra.
Terra úmida, de olhos molhados
melados de mel
Terra
de quem se deita e se olha.
Olhos... Brilho senhor de mim.
-Uma luz -
no olhar de quem já se deu.
É o Amor, é a Vida viva!
São as águas dos rios e dos mares.
O encontro,
que acalma o alvoroço
e inquieta a Paz
É o calor do Fogo
o fogo da Luz
a luz da Lua
a Lua para o Sol
O Sol do Senhor!
Senhor Brilho dos olhos.
O olhar...
Mergulho constante de almas sedentas por Vida
No brilho,
o som da mata
o cheiro da Terra.
Terra úmida, de olhos molhados
melados de mel
Terra
de quem se deita e se olha.
Olhos... Brilho senhor de mim.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
quarta-feira, 21 de abril de 2010
sábado, 10 de abril de 2010
Isso
sábado, 3 de abril de 2010
Moska
Há dias em que só nos resta citar:
“Não falo do amor romântico, aquelas paixões meladas de tristeza e sofrimento. Relações de dependência e submissão, paixões tristes. Algumas pessoas confundem isso com amor, chamam de amor esse querer escravo, e pensam que o amor é alguma coisa que pode ser definida, explicada, entendida, julgada. Pensam que o amor já estava pronto, formatado, inteiro, antes de ser experimentado, mas é exatamente o oposto. Para mim, que o amor se manifesta, a virtude do amor é sua capacidade potencial de ser construído, inventado e modificado, o amor está em movimento eterno, em velocidade infinita, o amor é um móbile. Como fotografá-lo? Como percebê-lo? Como se deixar sê-lo? E como impedir que a imagem sedentária e cansada do amor não nos domine? Minha resposta? O amor é o desconhecido. Mesmo depois de uma vida inteira de amores, o amor será sempre o desconhecido. A força luminosa que ao mesmo tempo cega e nos dá uma nova visão. A imagem que eu tenho do amor é a de um ser em mutação. O amor quer ser interferido, quer ser violado, quer ser transformado a cada instante. A vida do amor depende dessa interferência. A morte do amor é quando, diante do seu labirinto, decidimos caminhar pela estrada reta. Ele nos oferece seus oceanos de mares revoltos e profundos e nós preferimos o leito de um rio, com inicio, meio e fim. Não, não podemos subestimar o amor. Não podemos castrá-lo. O amor não é orgânico. Não é meu coração que sente o amor. É a minha alma que o saboreia. Não é no meu sangue que ele ferve. O amor faz sua fogueira dionisíaca no meu espírito. Sua força se mistura com a minha e nossas pequenas fagulhas ecoam pelo céu como se fossem novas estrelas recém-nascidas. O amor brilha, como uma aurora colorida e misteriosa, como um crepúsculo inundado de beleza e despedida, o amor grita seu silêncio e nos dá sua música. Nós dançamos sua felicidade em delírio porque somos o alimento preferido do amor, se estivermos também a devorá-lo. O amor, eu não conheço, e é exatamente por isso que o desejo e me jogo do seu abismo, me aventurando ao seu encontro. A vida só existe quando o amor a navega. Morrer de amor é a substância de que a vida é feita, ou melhor, só se vive no amor. E a língua do amor é a língua que eu falo e escuto”.
(((Paulinho Moska)))
“Não falo do amor romântico, aquelas paixões meladas de tristeza e sofrimento. Relações de dependência e submissão, paixões tristes. Algumas pessoas confundem isso com amor, chamam de amor esse querer escravo, e pensam que o amor é alguma coisa que pode ser definida, explicada, entendida, julgada. Pensam que o amor já estava pronto, formatado, inteiro, antes de ser experimentado, mas é exatamente o oposto. Para mim, que o amor se manifesta, a virtude do amor é sua capacidade potencial de ser construído, inventado e modificado, o amor está em movimento eterno, em velocidade infinita, o amor é um móbile. Como fotografá-lo? Como percebê-lo? Como se deixar sê-lo? E como impedir que a imagem sedentária e cansada do amor não nos domine? Minha resposta? O amor é o desconhecido. Mesmo depois de uma vida inteira de amores, o amor será sempre o desconhecido. A força luminosa que ao mesmo tempo cega e nos dá uma nova visão. A imagem que eu tenho do amor é a de um ser em mutação. O amor quer ser interferido, quer ser violado, quer ser transformado a cada instante. A vida do amor depende dessa interferência. A morte do amor é quando, diante do seu labirinto, decidimos caminhar pela estrada reta. Ele nos oferece seus oceanos de mares revoltos e profundos e nós preferimos o leito de um rio, com inicio, meio e fim. Não, não podemos subestimar o amor. Não podemos castrá-lo. O amor não é orgânico. Não é meu coração que sente o amor. É a minha alma que o saboreia. Não é no meu sangue que ele ferve. O amor faz sua fogueira dionisíaca no meu espírito. Sua força se mistura com a minha e nossas pequenas fagulhas ecoam pelo céu como se fossem novas estrelas recém-nascidas. O amor brilha, como uma aurora colorida e misteriosa, como um crepúsculo inundado de beleza e despedida, o amor grita seu silêncio e nos dá sua música. Nós dançamos sua felicidade em delírio porque somos o alimento preferido do amor, se estivermos também a devorá-lo. O amor, eu não conheço, e é exatamente por isso que o desejo e me jogo do seu abismo, me aventurando ao seu encontro. A vida só existe quando o amor a navega. Morrer de amor é a substância de que a vida é feita, ou melhor, só se vive no amor. E a língua do amor é a língua que eu falo e escuto”.
(((Paulinho Moska)))
quinta-feira, 1 de abril de 2010
quinta-feira, 18 de março de 2010
.
Para toda partícula
existe uma antipartícula
Para o infinito, o menos infinito.
O Tudo e o Nada absolutos.
Opostos...
Isso são palavras para ilusão.
O que é -de fato-
independe do sim e do não.
existe uma antipartícula
Para o infinito, o menos infinito.
O Tudo e o Nada absolutos.
Opostos...
Isso são palavras para ilusão.
O que é -de fato-
independe do sim e do não.
terça-feira, 16 de março de 2010
Reformulações
Este luto veio proclamar a morte
E anunciar a transformação.
Tornar-me livre...
Perdendo achando...
Morrendo vivendo...
Tornado-me inteiramente responsável pelo ser e estar.
Pelo viver e pelo viver
Pelo morrer e pelo morrer.
Sem olhar para traz.
Morrendo para o que vim pra morrer
Nascendo para o que vim pra viver
é o momento da escolha.
O que vim pra ser?
Dói porque morri e ainda não renasci.
É como se eu ainda não fosse.
Fato é que existo.
E anunciar a transformação.
Tornar-me livre...
Perdendo achando...
Morrendo vivendo...
Tornado-me inteiramente responsável pelo ser e estar.
Pelo viver e pelo viver
Pelo morrer e pelo morrer.
Sem olhar para traz.
Morrendo para o que vim pra morrer
Nascendo para o que vim pra viver
é o momento da escolha.
O que vim pra ser?
Dói porque morri e ainda não renasci.
É como se eu ainda não fosse.
Fato é que existo.
segunda-feira, 15 de março de 2010
Linda canção
Uma canção que me ficou íntima
como se viesse de mim:
Oh Lua
Cristina Tati
Oh Lua
Tua luz veio e me iluminou
Recebe esta prenda de Amor no coração
E canta para os seus irmãos
Oh Lua
quem te fez foi o Deus onipotente
Recebe esta Força e firma tua mente
E canta para toda essa gente
Oh Lua
Teu luar a terra ilimunou
Mamãe no espelho das águas se olhou
Sorriu e a Terra se alegrou
como se viesse de mim:
Oh Lua
Cristina Tati
Oh Lua
Tua luz veio e me iluminou
Recebe esta prenda de Amor no coração
E canta para os seus irmãos
Oh Lua
quem te fez foi o Deus onipotente
Recebe esta Força e firma tua mente
E canta para toda essa gente
Oh Lua
Teu luar a terra ilimunou
Mamãe no espelho das águas se olhou
Sorriu e a Terra se alegrou
quinta-feira, 11 de março de 2010
quarta-feira, 10 de março de 2010
segunda-feira, 8 de março de 2010
.
Preguiça é se-cansar de querer.
Cansar-se de querer é perder as esperanças.
Ou viver de esperas.
E se-morrer.
Ou deixar-se.
E se morrer?
Cansar-se de querer é perder as esperanças.
Ou viver de esperas.
E se-morrer.
Ou deixar-se.
E se morrer?
sábado, 6 de março de 2010
Arruinados pelo êxito
Após os desejos saciados, o que resta?
O desejo se busca.
E teme o seu encontro.
O que seria, senão morte?
Quando me procuro, me basto?
Quando me encontro, fujo!
O que desejo?
Finitude infinita...
Sombra que mata
Luz que me finda
Qual é a palavra?
O desejo se busca.
E teme o seu encontro.
O que seria, senão morte?
Quando me procuro, me basto?
Quando me encontro, fujo!
O que desejo?
Finitude infinita...
Sombra que mata
Luz que me finda
Qual é a palavra?
sexta-feira, 5 de março de 2010
terça-feira, 2 de março de 2010
.
Aqui faz frio
De frio quando se está sozinho
Soziho de si
Nesses dias de solidão
Há apenas o pôr do Sol
Pois com ele
hoje sonhei
O dia estava quente
Como num encontro com Deus
Daqueles dias de cura
Foi quando vi um clarão
Eram as luzes ofuscantes de um dia nublado
Acordei sentindo frio
Nem mesmo o sol?
(05/2009)
De frio quando se está sozinho
Soziho de si
Nesses dias de solidão
Há apenas o pôr do Sol
Pois com ele
hoje sonhei
O dia estava quente
Como num encontro com Deus
Daqueles dias de cura
Foi quando vi um clarão
Eram as luzes ofuscantes de um dia nublado
Acordei sentindo frio
Nem mesmo o sol?
(05/2009)
Ética
Afinal, o que é Ética?
Ética é saber-se no mundo a si e ao outro e, com esse saber, agir com AMOR. Ética é a preservação da saúde de tudo, do Tudo, de todos, apesar de.
Apesar da dor, da pequena condição humana, apesar da angústia, da pequenez.
Apesar da pequenez, saber agir como se toda pequena parte ao todo pertencesse e a ela estivesse integrada. E está. E, sabendo disso, fazer o que é possível para, ao Tudo, saudar!
Descobrir-se, conhecer-se.
Encurtar a distância do ser consigo mesmo. Distinguindo-se de tudo o que for chamado “outro”, a ele também se juntar: ao Tudo e a todos.
Encarar o Silêncio e o Sertão que é dentro de si. Esperança!
(Junho/2009)
Ética é saber-se no mundo a si e ao outro e, com esse saber, agir com AMOR. Ética é a preservação da saúde de tudo, do Tudo, de todos, apesar de.
Apesar da dor, da pequena condição humana, apesar da angústia, da pequenez.
Apesar da pequenez, saber agir como se toda pequena parte ao todo pertencesse e a ela estivesse integrada. E está. E, sabendo disso, fazer o que é possível para, ao Tudo, saudar!
Descobrir-se, conhecer-se.
Encurtar a distância do ser consigo mesmo. Distinguindo-se de tudo o que for chamado “outro”, a ele também se juntar: ao Tudo e a todos.
Encarar o Silêncio e o Sertão que é dentro de si. Esperança!
(Junho/2009)
.
Está tudo errado...
O aquário, as drogas, os açougues, as vitrines....
oh Admirável Mundo Novo!
Tenho medo de me ajoelhar
antes de encontrar o que realmente
cessa minha sede
Medo da Ética e da liberdade.
Liberdade tão determinista
que me obriga a ser dona de minha própria sorte
Sendo vários e não sendo nada
(Radicalmente desprovida de sentido)
no meio da infinitude do universo
Apenas um detalhe
Pó!
Mas então o que é o Mundo,
senão um conjunto de pó's?
Pura sujeira?
Sujeira pura?
(Primeiro semestre de 2009)
O aquário, as drogas, os açougues, as vitrines....
oh Admirável Mundo Novo!
Tenho medo de me ajoelhar
antes de encontrar o que realmente
cessa minha sede
Medo da Ética e da liberdade.
Liberdade tão determinista
que me obriga a ser dona de minha própria sorte
Sendo vários e não sendo nada
(Radicalmente desprovida de sentido)
no meio da infinitude do universo
Apenas um detalhe
Pó!
Mas então o que é o Mundo,
senão um conjunto de pó's?
Pura sujeira?
Sujeira pura?
(Primeiro semestre de 2009)
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Desapego
O que é o desapego?
Tirar a planta do vaso?
Deixar a quem se ama?
Abandonar os símbolos?
Os sonhos?
As cores?
Os odores?
Tirar a planta do vaso?
Deixar a quem se ama?
Abandonar os símbolos?
Os sonhos?
As cores?
Os odores?
sábado, 27 de fevereiro de 2010
.
LUTO

Sinto-me despedindo de tudo que já se foi.
Foi
do verbo ser.
Estou entre tudo e nada.
O marco zero.
É como uma aspiral, que começa um outro grande ciclo.
Como a Lua Nova.
Como a morte cada vez mais viva em cada célula
Como a vida adentrando em sua ausência
Como sangrar após 28 dias
E, no escuro, esperar por mais.
No vazio, na solidão.
Nonada.
De luto,
Esperar
Pedir
Clamar!
por vida
Desejando desistir dela
Pedindo-a que suma
Que desepareça
Que não!
Que sim!
Por um dia,
Pela eternidade...
Não!
Sim!
É como a morte
é como a vida
O que sou, além do sim e do não?
Sinto a loucura de não saber distinguir.
Uma tristeza profunda e doce.
É que estou renascendo...
É que me surpreendi com minha própria existência.
E dai o luto pelo que fui e que não fui. (do verbo ser)
Foi
do verbo ser.
Estou entre tudo e nada.
O marco zero.
É como uma aspiral, que começa um outro grande ciclo.
Como a Lua Nova.
Como a morte cada vez mais viva em cada célula
Como a vida adentrando em sua ausência
Como sangrar após 28 dias
E, no escuro, esperar por mais.
No vazio, na solidão.
Nonada.
De luto,
Esperar
Pedir
Clamar!
por vida
Desejando desistir dela
Pedindo-a que suma
Que desepareça
Que não!
Que sim!
Por um dia,
Pela eternidade...
Não!
Sim!
É como a morte
é como a vida
O que sou, além do sim e do não?
Sinto a loucura de não saber distinguir.
Uma tristeza profunda e doce.
É que estou renascendo...
É que me surpreendi com minha própria existência.
E dai o luto pelo que fui e que não fui. (do verbo ser)
.
O nó de ser
O ser de nó
De tanto se perder
em desatar
Decidiu-se:
Era lá o seu lugar
Descobriu o Infinito
E desatou a(o) mergulhar
O ser de nó
De tanto se perder
em desatar
Decidiu-se:
Era lá o seu lugar
Descobriu o Infinito
E desatou a(o) mergulhar
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