quinta-feira, 28 de outubro de 2010

coisas...

Nem tudo é palavra.
E a dor que se cala busca por meios de evasão.
A minha dor não tem nome. É a dor que se sente.
Mas quando grito que a dor é muda, algo dela cria voz.
Será que chega de gritá-la? Sua voz criada cala seu sentido em mim?
Porque fujo?
Afinal...?: Quando me aproximo da palavra é quando me distancio de mim? Do silêncio que me aquieta?
Mas e tudo que já gritei pelo Mundo?

Olha você! o Outro em mim:
Eu não sou nada disso. A minha vida é uma ilusão. Eu sou uma farsa.
E sabe? Você e a sua vida também.

Só há uma coisa. Que, para confundir ainda mais, nem coisa é.

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