sábado, 28 de março de 2009

FAFICH

Aquele prédio era, pra mim, muito mais do que tijolos e cimento.
Muito mais do que sua parade gasta, suas salas com entulhos
Simbolizava muita dor e muita luz
Simboliza o que eu não sou, o que já me deixei ser
E agora simboliza o que mesmo se é
Esse saguão vazio, o vento leve, fazendo as folhas insinuarem sua dança
E esse assovio ao fundo, fazendo dançar essa página, sobre a qual esse lápis continua parado
E esse Céu, surpreendentemente azul
Sempre me perguntei das cores. E agora elas gritam e reclamam a minha atenção mais para sua materialidade do que para seu vir a ser.
E assim para todas as outras coisas
Experimento a essência dese lugar no agora
Coisas tão lindas se põem a minha volta e eu a pensar na abstração simbólica.
Agora não.
Estou aqui para sentir esse cehiro, ouvir esses pássaros e até o ônibus ao longe.
Estou para sentir doer os olhos, pela claridade.
E no mesmo lugar o prédio, esse de tijolos e cimento
Seria possível separá-lo da minha mente?
Somos, eu e ele, uma só coisa?
Ou estou aqui para senti-lo, sentir sua transformação no dia-a-dia, esquecendo-me de todas as outras coisas, cuja representação é apenas mental?
O que importa é que estou aqui agora.
E agora...
A palavra é: integração.
O resto deixa vir depois.

23/04/2008

domingo, 22 de março de 2009



Ás vezes me encontro perdida.

Lá no oposto...

Aqui donde não se pode estar

Daqui onde só em sonho

Onde maravilhas têm cheiro de céu

E onde o céu flutua no ar

Quase em harmonia com o tempo

Tempo que nem há...
(2008)

Ser humano


Todos somos, inicialmente, estruturas atômicas, elétrons, neutrons, ions

Somos inicialmente, Bios, introspecção recheada de vazio, mecânicas não sem sentido, mas com sentido único, previsíveis biologicamente.


A instrospecção dotada de individualidade só se dá com anterior exteriorização relacional. A construção psíquica é dada historicamente, integrada em um contexto e em relação ao outro.


Para toda individualidade é preciso uma quebra de egocentrismo, o que parace contraditório.

A construção do Eu pede transcedência, ou seja, só se permite em sociedade. Em relação com o mundo e com os fenômenos que acontecem apenas contextualizados nesse mundo. Tiângulo.


A objetivivação desse contexto e a interiorização dele, no qual se torna consciente, permite construção histórica do que é além do Bios, além do corpo, vulgo Alma.


Processos constantes de exteriorização e interiorização se dão em uma lógica dialética.

Parecem opostas mas se elevam em um plano maior, em que há formação humana da sociedade e formação social do homem. É dinâmico e acontece em ciclo. Ciclo triangular.


Os processos humanos não deixam de ser, por isso, mecanicistas.


Há construção de mecanismos agora voltados para a dualidade Bios <--> Ethos ou, melhor, em análisa triangular Bios<->Psyqué<->Ethos e que não se pretende melhor, mas complementada pelo que permite a construção do ser ou das relações que ele cria, que no fundo sâo simultâneas.
(final de 2006)


Todos os dias, todos os rostos,

todas as bengalas, calças, sapatos,

os mancares....

Iguais... Um só ser, uma só cara! Figurante!

Pensa que nos engana

Eu...

Eu que tantas sou

Tantas que -só- poderia

Só...

Eu, que ninguém

Eu que: nem sei

nem sou


Não?


Bom saber que se é ninguém

Pelo menos se é algo

O ninguém é? Ser?

Só não é vazio, está aí

E deseja não estar

Desejo?

Sim, o Ninguém é algo

porque deseja não o ser..


(2006)

sábado, 21 de março de 2009


Poetas Loucos!

Não têm medo de deixar cair

o véu da moral?

quarta-feira, 18 de março de 2009

...




Queria mesmo era escrever lindas palavras...
Que lhe brilhassem aos olhos

Como fogos em um quarto escuro
Como quando se queima com gelo
Como a Lua...

Como eu me sinto todas as vezes
que te vejo chegando
Se iluminando aos poucos

Mas que seja de uma só vez.


É sofrido não saber transformar
toda essa energia em palavras
É como se eu engolisse fogo

Eu preciso aprender a dizer que
Te Amo

Não esse amor que já julguei sentir
É esse Amor aqui.
Aqui dentro.
Esse que me esquenta em cores

É esse Amor Aí
Ali, Lá...
Esse que eu deixo entornar por ai

Esse que eu sinto em seu olhar

E eu digo Sim!
É o Juízo final.

É o último ponto.
Que vem acompanhando outros dois
...
(2008)

segunda-feira, 16 de março de 2009

Conversas de MSN


É.
minha relação com o tempo é muito complexa.. ser pra sempre é sempre ser com muita intenisadade. não interessa o movimento e a velocidade das outras coisas do mundo. Estamos sempre tão acelerados... gosto mais de ser pra sempre no instante único
(hoje)

Oh dor! Disprende o meu pezinho?


A dor só é em sua negação
SEu objetivo é se anular
É um meio adaptativo para se atingir o equilíbrio do ser
E é essa a sua virtude
Oh Dor! Por que em doses tão grandes?
Me ensina a viver!
Você que me conhece tanto
Já sentiu meu gosto, distingue o meu cheiro.
Me ensina!
Mais sábia que você só a morte
E a esta ainda não fui aprensentada
(final de 2008)

sou?




Juntei as cinzas da minha força e acordei minha'lma desalojada
Fui lançada pelo tempo, me espalhei no futuro hoje, presente.
Renasci do que nunca havia se acabado: o infinito
Revivi a imortalidade, confirmada apenas pelo fim. SErá? Serei?
Tantas como agora? Só uma? Sozinha?
Seria eu mesma?
Serei "EU", mesmo?
Ou apenas serei?
Próxima do meu interior?
OU tão pouco distante que alheia (externa) a tudo?
2007

Lógica proposicional


Quem anda de bicicleta é normal
Einstein andava de bicicleta
logo não sei se sou normal
hauhauha

16/11/05

sim, eu era(?) muito idiota

Meio termo


Que tudo é pra sempre eu já sei que não. Então tudo não é pra sempre? E se acaba, acaba pra sempre? Tudo? Não! Eu sei.(?)
Um dia eu aprendi que tudo era meio termo, mas que contradição!
Certo seria se mais ou menos a metade das coisas fosse meio termo. Mas e resto?
Contraditório..
No final das contas Einsten sempre está certo...
07/01/05