quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Achei um texto de Junho de 2007.
Fiquei feliz em perceber que as coisas mudaram.
Afinal, o fato é que eu existo. Apesar de.

Fora do tempo e do espaço

Sem chão e sem teto

Apenas por aí...

Nem meio termo, quanta prepotência...

Caibo em qualquer contexto e ocasião e, ao mesmo tempo, não estou em nenhum lugar específico.

Sou como conjunções, hífens, vírgulas...

Exerço função apenas estrutural

Projeção... Ou tentativa frustrada?

Correria maior risco se tivesse sete vidas.

Poderia perder seis. Nesse exato momento.

Acidentalmente.

E a última seria apenas mais uma.

Menos.

domingo, 7 de novembro de 2010

E quando não se sabe Amar?

(...Lírios Amarelos e Orquídeas Selvagens.)*

As duas, nos seus passeios de tarde naquela praça, se amavam e brincavam na dança do ser.
Assistiam, de alma colada, ao por do sol e ao surgir das primeiras estrelas que pulsavam no ar, manifestando-se em explosões de Luz. De noite, na praça, a Lua era o iluminar de seu Amor.
A praça, no entanto, era cinza de quando não há uma só cor.
Um dia... Uma delas passava na rua da praça e, olhando com carinho para o palco de seus encontros, se deparou com o brotar de pequenas explosões estelares dentro de seu ser. Ela não se aguentava mais de Luz e desvendeu o caso de quando só se é quando se partilha Amor.
Foi correndo para os olhos de seu Amor e a convidou sem uma palavra.
Elas andavam lado a lado com o que já havia de partilha.
Com o coração cheio da Alegria, a convidada pressentia as explosões no seu peito e, como se tivesse tomando ar para o espanto, fechou os olhos e sentiu com atenção máxima aquela vibração a sua espera.
A praça era só cor vibrante de quando se vibra de Amor, em paz.
O cheiro suave interpenetrava todas as células dos seus corpos, massageando seus sentidos mais sutis.
Quando abriu os olhos, em sua entrega...*
O cinza da praça era como o verso do pano bordado.
Era o que dava os nós. E ali estava amarrado aquele Amor.
Amarrado em nós livres e sem limites para o Ser.
Sabe quando se rasga a página?

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Meu corpo vibra e faz vibrar.
Meu corpo é um campo de ação.
A Terra acolhe e sustenta meu corpo.
O meu corpo é o santuário do meu sendo.
Eu confio nas promessas de Luz de minha essência mais profunda e ergo o meu corpo.


Nosso corpo.
Nosso corpo.
O Universo.
O nosso corpo.
Nós.
Sinto algo de mim se transmutar continuamente
É o mergulho em mim, no Mundo natural...

O resultado é o fluir...
Como se só houvesse o agora.
E é o que há.

Lembro-me do elemento fogo se manifestando naquela fogueira.
A Lua amarela esverdeando a seu redor.
E, no nascer do Sol, os pássaros encantando o raiar do dia.

Naquele dia me percebi,
estou sendo. Estou mesmo aqui dentro. Aqui fora.
Não há limites para o transmutar.