terça-feira, 17 de novembro de 2009

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Desculpa, é que eu não aguentava mais a Dor calada, intocável...

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Sonhos diurnos

Apesar de tudo, o sol nasce e se põe todos os dias.
Além do mais, a Lua nasce e se põe todas os dias.
Dia e Noite.
Dia e Noite.
Oh Deus!
Concedei-me a Firmeza e a Luz do Sol!
Ai, Meu Deus!
Presentea-me com a Firmeza e a Doçura da Lua!
Luz e Sombra.
Luz e Sombra.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Amortecer

amortecer a vida
AMORtecer a vida
AmorteCER a vida
aMORTEcer a vida
a morte ser a vida
a morte ser a vida?
amor-ter-ser a vida?

amortecer a morte
AMORtecer a morte
AmorteCER a morte
aMORTEcer a morte
a morte ser a morte
a morte ser a morte?
amor-TER-ser a morte?


AMORTECER A VIDA
amorTECER A VIDA
aMORTEcer A VIDA
AmorteCER A VIDA
A MORTE SER A VIDA
A MORTE SER A VIDA?
AMOR-ter-SER A VIDA!

segunda-feira, 20 de julho de 2009


Aquela palavra foi a anunciação de tudo o que era para ser resolvido nele.
Aquela palavra que sufocava
que sangrava

aquela palavra mascarada, escondida, enterrada
massacrava

E doía mais por ser oculta
do que por ser assassina
do tempo perdido
e do tempo que ainda tinha para lhe ser roubado

A palavra agora era tudo que ele tinha
era o elo entre ele e o mundo
Era a pista
do que o escondia de si mesmo

Mas ele
a guardara até o fim de sua vida
até que a morte
o livrou de tudo que é humano

E por alguns segundos o livrou da culpa.
Era essa a palavra.

E era esse o seu karma:
viver e morrer da culpa
e da falta de si mesmo.
Insatisfeita com o Céu
quero tatear a galáxia inteira
quero sentir toda a energia
quero o Todo dentro de mim

Busco a parte Toda de mim
que deixaria de ser parte
para ser una com o
Divino-divino-mesmo
Talvez por querer ter sempre um norte?
Talvez por não saber de mim?
Talvez por querer tudo...

E não ter nada
e nem ser
absolutamente
nem o que é ser
certamente eu
Busco o Além
Além-tudo
Nada além de TUDO,
do TODO-todo-MESMO

Mas
humanamente
fico com a palavra

Busco
através da palavra
não só a anunciação
mas o todo
em torno de si mesmo

O erro é o meio
o todo só é todo
quando é fim em si mesmo

E palavra é mediação
palavra é covardia
É medo
Deus é palavra
O divino mesmo
é o Tudo
é a energia toda do mundo
e além do mundo

Mundo é palavra
O divino mesmo
é o Tudo
além de tudo

Tudo é palavra
E palavra não é nada

Tudo tudo-mesmo
é não-palavra
inalcançável
Nós não temos acesso direto ao que é além-tudo
Mas ele ele está aí...
Não é dizível, nem sólido o suficiente para ser tocado ou visto
Mas se anuncia a todo tempo...
pela perfeita sin-cronicidade de tudo o que é natural...

Do Tudo só há o Céu:
Presságio
e anunciação
do Além

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Deus é palavra
O divino mesmo
é o Tudo
é a energia toda do mundo
e além do mundo

Mundo é palavra
O divino mesmo é o Tudo
além de tudo

Tudo é palavra
E palavra não é nada

Tudo tudo-mesmo
é não-palavra
inalcançável

Do Tudo só
há o Céu:
Presságio
e anunciação
do Além

Além-tudo
Nada além de TUDO,
do TODO-todo-MESMO

Não temos acesso direto ao que é além-tudo
Mas ele ele está aí...
Não é dizível, nem sólido o suficiente para ser tocado ou visto
Mas se anuncia a todo tempo...
pela perfeita sin-cronicidade de tudo o que é natural...

Mas, humanamente, busco a palavra
busco a definição do todo
Busco o inalcançável

Talvez por querer ter sempre um norte
Talvez por não saber de mim
Talvez por querer tudo

Insatisfeita com o Céu
quero tatear a galáxia inteira
quero sentir toda a energia
quero o Todo dentro de mim

Busco a parte Toda de mim
que deixaria de ser parte
para ser una com o
Divino-divino-mesmo


continua....

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Raro momento
este
em que não me pergunto
quem sou eu

É quando
meus olhos
com intimidade
mergulham nos seus


pois
neste momento
sinto:
estou sendo.

E hoje
foi como se
toda a sujeira
que embaçava as lentes
tivesse sido lavada
com lágrimas

Doçura e imensidão
Gratidão

06/07/09
todomundoprecisadefériastodomundoprecisadefériastodomundoprecisadefériastodomundoprecisadefériastodomundoprecisadefériastodomundoprecisadefériastodomundoprecisadefériastodomundoprecisadefériastodomundoprecisadefériastodomundoprecisadefériastodomundoprecisadefériastodomundoprecisadeférias

sábado, 4 de julho de 2009

Dor maior é não saber de si

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Hoje o tudo me cantou poesias

Mas eram tão silenciosas...

Doeu tanto, tanto!

Como é difícil viver.

Não

Nem tudo são palavras

Sua alma, a minha...

Mas o não-palavra é tão silencioso para mim

ou talvez os ruídos não me deixam entender.

É melhor ficarem todos longe de mim...

Posso não dar conta da lacuna em mim

sexta-feira, 24 de abril de 2009


Inquietação, angústia!
Busco a calmaria na noite
Mas o escuro me atormenta
com as enormes possibilidades
de não ser

A imensidão do desconhecido
O inseguro
A lua eterna!

Resistirei ao que não sou?

Incertezas sangrentas...
Um meio desastroso
para um fim incerto.

Um meio incerto para
um fim desastroso?

Prefiro o Agora.
Mas não o alcanço...
Me parace tão distante

Copo vazio


Copo vazio
Gilberto Gil



É sempre bom lembrar

Que um copo vazio

Está cheio de ar


É sempre bom lembrar

Que o ar sombrio de um rosto

Está cheio de um ar vazio

Vazio daquilo que no ar do copo

Ocupa um lugar


É sempre bom lembrar

Guardar de cor

Que o ar vazio de um rosto sombrio

Está cheio de dor


É sempre bom lembrar

Que um copo vazio

Está cheio de ar


Que o ar no copo ocupa o lugar do vinho

Que o vinho busca ocupar o lugar da dor

Que a dor ocupa a metade da verdade

A verdadeira natureza interior

Uma metade cheia, uma metade vazia

Uma metade tristeza, uma metade alegria

A magia da verdade inteira, todo poderoso amor

A magia da verdade inteira, todo poderoso amor


É sempre bom lembrar

Que um copo vazio

Está cheio de ar

sábado, 28 de março de 2009

FAFICH

Aquele prédio era, pra mim, muito mais do que tijolos e cimento.
Muito mais do que sua parade gasta, suas salas com entulhos
Simbolizava muita dor e muita luz
Simboliza o que eu não sou, o que já me deixei ser
E agora simboliza o que mesmo se é
Esse saguão vazio, o vento leve, fazendo as folhas insinuarem sua dança
E esse assovio ao fundo, fazendo dançar essa página, sobre a qual esse lápis continua parado
E esse Céu, surpreendentemente azul
Sempre me perguntei das cores. E agora elas gritam e reclamam a minha atenção mais para sua materialidade do que para seu vir a ser.
E assim para todas as outras coisas
Experimento a essência dese lugar no agora
Coisas tão lindas se põem a minha volta e eu a pensar na abstração simbólica.
Agora não.
Estou aqui para sentir esse cehiro, ouvir esses pássaros e até o ônibus ao longe.
Estou para sentir doer os olhos, pela claridade.
E no mesmo lugar o prédio, esse de tijolos e cimento
Seria possível separá-lo da minha mente?
Somos, eu e ele, uma só coisa?
Ou estou aqui para senti-lo, sentir sua transformação no dia-a-dia, esquecendo-me de todas as outras coisas, cuja representação é apenas mental?
O que importa é que estou aqui agora.
E agora...
A palavra é: integração.
O resto deixa vir depois.

23/04/2008

domingo, 22 de março de 2009



Ás vezes me encontro perdida.

Lá no oposto...

Aqui donde não se pode estar

Daqui onde só em sonho

Onde maravilhas têm cheiro de céu

E onde o céu flutua no ar

Quase em harmonia com o tempo

Tempo que nem há...
(2008)

Ser humano


Todos somos, inicialmente, estruturas atômicas, elétrons, neutrons, ions

Somos inicialmente, Bios, introspecção recheada de vazio, mecânicas não sem sentido, mas com sentido único, previsíveis biologicamente.


A instrospecção dotada de individualidade só se dá com anterior exteriorização relacional. A construção psíquica é dada historicamente, integrada em um contexto e em relação ao outro.


Para toda individualidade é preciso uma quebra de egocentrismo, o que parace contraditório.

A construção do Eu pede transcedência, ou seja, só se permite em sociedade. Em relação com o mundo e com os fenômenos que acontecem apenas contextualizados nesse mundo. Tiângulo.


A objetivivação desse contexto e a interiorização dele, no qual se torna consciente, permite construção histórica do que é além do Bios, além do corpo, vulgo Alma.


Processos constantes de exteriorização e interiorização se dão em uma lógica dialética.

Parecem opostas mas se elevam em um plano maior, em que há formação humana da sociedade e formação social do homem. É dinâmico e acontece em ciclo. Ciclo triangular.


Os processos humanos não deixam de ser, por isso, mecanicistas.


Há construção de mecanismos agora voltados para a dualidade Bios <--> Ethos ou, melhor, em análisa triangular Bios<->Psyqué<->Ethos e que não se pretende melhor, mas complementada pelo que permite a construção do ser ou das relações que ele cria, que no fundo sâo simultâneas.
(final de 2006)


Todos os dias, todos os rostos,

todas as bengalas, calças, sapatos,

os mancares....

Iguais... Um só ser, uma só cara! Figurante!

Pensa que nos engana

Eu...

Eu que tantas sou

Tantas que -só- poderia

Só...

Eu, que ninguém

Eu que: nem sei

nem sou


Não?


Bom saber que se é ninguém

Pelo menos se é algo

O ninguém é? Ser?

Só não é vazio, está aí

E deseja não estar

Desejo?

Sim, o Ninguém é algo

porque deseja não o ser..


(2006)

sábado, 21 de março de 2009


Poetas Loucos!

Não têm medo de deixar cair

o véu da moral?

quarta-feira, 18 de março de 2009

...




Queria mesmo era escrever lindas palavras...
Que lhe brilhassem aos olhos

Como fogos em um quarto escuro
Como quando se queima com gelo
Como a Lua...

Como eu me sinto todas as vezes
que te vejo chegando
Se iluminando aos poucos

Mas que seja de uma só vez.


É sofrido não saber transformar
toda essa energia em palavras
É como se eu engolisse fogo

Eu preciso aprender a dizer que
Te Amo

Não esse amor que já julguei sentir
É esse Amor aqui.
Aqui dentro.
Esse que me esquenta em cores

É esse Amor Aí
Ali, Lá...
Esse que eu deixo entornar por ai

Esse que eu sinto em seu olhar

E eu digo Sim!
É o Juízo final.

É o último ponto.
Que vem acompanhando outros dois
...
(2008)

segunda-feira, 16 de março de 2009

Conversas de MSN


É.
minha relação com o tempo é muito complexa.. ser pra sempre é sempre ser com muita intenisadade. não interessa o movimento e a velocidade das outras coisas do mundo. Estamos sempre tão acelerados... gosto mais de ser pra sempre no instante único
(hoje)

Oh dor! Disprende o meu pezinho?


A dor só é em sua negação
SEu objetivo é se anular
É um meio adaptativo para se atingir o equilíbrio do ser
E é essa a sua virtude
Oh Dor! Por que em doses tão grandes?
Me ensina a viver!
Você que me conhece tanto
Já sentiu meu gosto, distingue o meu cheiro.
Me ensina!
Mais sábia que você só a morte
E a esta ainda não fui aprensentada
(final de 2008)

sou?




Juntei as cinzas da minha força e acordei minha'lma desalojada
Fui lançada pelo tempo, me espalhei no futuro hoje, presente.
Renasci do que nunca havia se acabado: o infinito
Revivi a imortalidade, confirmada apenas pelo fim. SErá? Serei?
Tantas como agora? Só uma? Sozinha?
Seria eu mesma?
Serei "EU", mesmo?
Ou apenas serei?
Próxima do meu interior?
OU tão pouco distante que alheia (externa) a tudo?
2007

Lógica proposicional


Quem anda de bicicleta é normal
Einstein andava de bicicleta
logo não sei se sou normal
hauhauha

16/11/05

sim, eu era(?) muito idiota

Meio termo


Que tudo é pra sempre eu já sei que não. Então tudo não é pra sempre? E se acaba, acaba pra sempre? Tudo? Não! Eu sei.(?)
Um dia eu aprendi que tudo era meio termo, mas que contradição!
Certo seria se mais ou menos a metade das coisas fosse meio termo. Mas e resto?
Contraditório..
No final das contas Einsten sempre está certo...
07/01/05