domingo, 7 de novembro de 2010

(...Lírios Amarelos e Orquídeas Selvagens.)*

As duas, nos seus passeios de tarde naquela praça, se amavam e brincavam na dança do ser.
Assistiam, de alma colada, ao por do sol e ao surgir das primeiras estrelas que pulsavam no ar, manifestando-se em explosões de Luz. De noite, na praça, a Lua era o iluminar de seu Amor.
A praça, no entanto, era cinza de quando não há uma só cor.
Um dia... Uma delas passava na rua da praça e, olhando com carinho para o palco de seus encontros, se deparou com o brotar de pequenas explosões estelares dentro de seu ser. Ela não se aguentava mais de Luz e desvendeu o caso de quando só se é quando se partilha Amor.
Foi correndo para os olhos de seu Amor e a convidou sem uma palavra.
Elas andavam lado a lado com o que já havia de partilha.
Com o coração cheio da Alegria, a convidada pressentia as explosões no seu peito e, como se tivesse tomando ar para o espanto, fechou os olhos e sentiu com atenção máxima aquela vibração a sua espera.
A praça era só cor vibrante de quando se vibra de Amor, em paz.
O cheiro suave interpenetrava todas as células dos seus corpos, massageando seus sentidos mais sutis.
Quando abriu os olhos, em sua entrega...*
O cinza da praça era como o verso do pano bordado.
Era o que dava os nós. E ali estava amarrado aquele Amor.
Amarrado em nós livres e sem limites para o Ser.

2 comentários:

  1. =) lindo texto...
    Há muito amor em você.

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  2. Trasmite amor com o olhar mais doce que já tive o prazer de sentir.
    És tão iluminada,Flor.

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