domingo, 27 de junho de 2010

Fora do ar.
Minhalma queima mais que fogo
Mas que fogo?

O fogo dos olhos...

A Lua me convida
mas não sei onde.

Estou partindo para o outro tempo.
O quando de onde outras rimas.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

A flor de cor rosa...


Eu sou como o pólen que acabou de se descobrir.
E que acabou de se desescobrir parte fundamental da flor.
Da Flor de cor rosa.

E o abrir e fechar da flor o lembra
todos os dias
do seu ir e vir. Do morrer e renascer.

O movimento vida-morte é o que o lembra do círculo da eternidade.
Como é fundamental morrer! Como é bonito o nascer mais tantas vezes...

É como a correnteza que se faz audível pelo movimento.
Pelo movimento de suas menores partículas
(juntas)

EQUILÍBRIO
É quando todas as células do organismo têm consciênciua de si, em conjunto.
Consciência de que só são, do verbo ser, se forem um.

HARMONIA
É quando meu ser, com todas essas células, se percebem parte de uma UNIDADE maior.

PAZ
É quando eu. É quando você. É quando nós.

EU
Eu sou o pólen e busco Equilíbrio, Harmonia e Paz.
Vem comigo? A flor é rosa de Amor.
A gente se banha nos espinhos, nos nós.

NÓS...
Ah, o coração!

Sobre o Internato

É tempo de fechar mais um ciclo. É a morte mais uma vez, anunciando o renascimento.
É bonito, depois de idas e vindas, perceber que após algumas mortes existem inúmeras possibilidades de vida.
Mas a partida não deixa de ser a partida.
E a ansiedade me deixa com saudades do que ainda nem se foi.
Como foi bonito o caminho que deixo agora!

terça-feira, 15 de junho de 2010

Vibração


O som da correnteza é o barulho do já-se-foi,
do só aqui-e-agora.
E do todo-eterno, que só é constantemente audível
por não-ser-só.

Como me faria infinitamente sonora, se não pertencesse ao todo,
que eternamente flui?

O agora sozinho é quase-nada,
o agora completo é sempre-tudo.

Vem-comigo?

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Quando minha palavra se emudecer, criarei asas.
E meus vôos dirão mais do que minha boca foi capaz.

Sobre a última semana

Não sei se me perdi ou se me achei.
Confesso que me é indiferente

O que importa,
se volto agora para a outra realidade?

O tempo é que garante os mistérios de ser.
O Ser é o mistério que reinventa o tempo.

Sendo assim, me considero permuta constante.
E a morte não me causa mais espanto.

Do que adianta, se a vida mergulha no infinito?
Ou é o infinito quem permeia a vida?

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Há sempre um brilho...
-Uma luz -
no olhar de quem já se deu.

É o Amor, é a Vida viva!
São as águas dos rios e dos mares.
O encontro,
que acalma o alvoroço
e inquieta a Paz

É o calor do Fogo
o fogo da Luz
a luz da Lua
a Lua para o Sol
O Sol do Senhor!

Senhor Brilho dos olhos.

O olhar...
Mergulho constante de almas sedentas por Vida

No brilho,
o som da mata
o cheiro da Terra.

Terra úmida, de olhos molhados
melados de mel

Terra
de quem se deita e se olha.

Olhos... Brilho senhor de mim.