domingo, 28 de fevereiro de 2010

Desapego

O que é o desapego?

Tirar a planta do vaso?
Deixar a quem se ama?
Abandonar os símbolos?
Os sonhos?
As cores?
Os odores?

sábado, 27 de fevereiro de 2010

.


Existo para?


Após longo êxito

-confirmo-

Sou!


Eu, que tantas fui

Dialogo com o tempo.

O tempo de ser


Tantas uma

Não mais sozinha


Hoje, tantas vezes uma...

LUTO


Sinto-me despedindo de tudo que já se foi.
Foi
do verbo ser.

Estou entre tudo e nada.
O marco zero.

É como uma aspiral, que começa um outro grande ciclo.
Como a Lua Nova.

Como a morte cada vez mais viva em cada célula
Como a vida adentrando em sua ausência

Como sangrar após 28 dias
E, no escuro, esperar por mais.

No vazio, na solidão.
Nonada.

De luto,
Esperar
Pedir
Clamar!
por vida
Desejando desistir dela
Pedindo-a que suma
Que desepareça
Que não!
Que sim!

Por um dia,
Pela eternidade...
Não!
Sim!

É como a morte
é como a vida

O que sou, além do sim e do não?

Sinto a loucura de não saber distinguir.

Uma tristeza profunda e doce.

É que estou renascendo...
É que me surpreendi com minha própria existência.

E dai o luto pelo que fui e que não fui. (do verbo ser)

.


O silêncio é um massacre
Quando os olhos não podem esconder

.

Toda observação é digna de nota?

Se ne perguntarem
Eu Apenas sou

A penas?

.

O nó de ser
O ser de nó

De tanto se perder
em desatar
Decidiu-se:
Era lá o seu lugar

Descobriu o Infinito
E desatou a(o) mergulhar