sexta-feira, 4 de junho de 2010

Há sempre um brilho...
-Uma luz -
no olhar de quem já se deu.

É o Amor, é a Vida viva!
São as águas dos rios e dos mares.
O encontro,
que acalma o alvoroço
e inquieta a Paz

É o calor do Fogo
o fogo da Luz
a luz da Lua
a Lua para o Sol
O Sol do Senhor!

Senhor Brilho dos olhos.

O olhar...
Mergulho constante de almas sedentas por Vida

No brilho,
o som da mata
o cheiro da Terra.

Terra úmida, de olhos molhados
melados de mel

Terra
de quem se deita e se olha.

Olhos... Brilho senhor de mim.

4 comentários:

  1. uma obra prima... como poderia meter meus dedos numa tela já pronta?
    como poderia intrometer minhas minhas idéias intrometidas n'algo já dado
    como criança que prova antecipadamente um bolo que acaba de sair ao mundo.
    eu pouso
    onde tu pouzas.
    como borboleta seguindo o vento animador.

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  2. É que a borboleta pode colorir o vento cinza de céu nublado. E colore.
    E fazer surgir o sol, tampado por nuvens turbulentas, com suas asas melódicas. E encanta.
    É que a criança possui gostos e texturas desapercebidos por mim. E voa.

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  3. grace
    morremos a cada minuto que dizemos uma única palavra
    somos dor na carne somos capazes de tudo e nada.
    nosso espírito as vezes nos acorda em chacoalhões inesperados que nos levam sempre ao sono profundo
    e sonhos que ainda não tivemos.
    olhemos para a nuvem que nos atordoa a visão,
    dentro do olho de deus.
    dentro do umbigo da alma.
    do umbigo de tudo.
    mergulhemos nessa outra realidade (o sonho inda não sonhado)
    o mais rápido possível.
    borboletas ainda perdidas em ventos que não sabemos pra onde nem porque.
    olha
    olha
    olha

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  4. Sara
    O sonho ainda não sonhado é tão estranho a mim
    que
    é como se não houvesse, para mim, a sua possibilidade.
    Nem morte, nem vida: Ilusão.
    É que ainda não aprendi a olhar outro umbigo senão o meu.
    Mas,
    as vezes, a vida em silêncio é mais morta que a morte a cada palavra.
    A morte ao outro é a vida em mim?
    Ventos para sempre perdidos às borboletas que não se sabem onde nem porque.
    Não vejo
    Não vejo
    Não vejo
    Me alumia?

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