Aquele prédio era, pra mim, muito mais do que tijolos e cimento.
Muito mais do que sua parade gasta, suas salas com entulhos
Simbolizava muita dor e muita luz
Simboliza o que eu não sou, o que já me deixei ser
E agora simboliza o que mesmo se é
Esse saguão vazio, o vento leve, fazendo as folhas insinuarem sua dança
E esse assovio ao fundo, fazendo dançar essa página, sobre a qual esse lápis continua parado
E esse Céu, surpreendentemente azul
Sempre me perguntei das cores. E agora elas gritam e reclamam a minha atenção mais para sua materialidade do que para seu vir a ser.
E assim para todas as outras coisas
Experimento a essência dese lugar no agora
Coisas tão lindas se põem a minha volta e eu a pensar na abstração simbólica.
Agora não.
Estou aqui para sentir esse cehiro, ouvir esses pássaros e até o ônibus ao longe.
Estou para sentir doer os olhos, pela claridade.
E no mesmo lugar o prédio, esse de tijolos e cimento
Seria possível separá-lo da minha mente?
Somos, eu e ele, uma só coisa?
Ou estou aqui para senti-lo, sentir sua transformação no dia-a-dia, esquecendo-me de todas as outras coisas, cuja representação é apenas mental?
O que importa é que estou aqui agora.
E agora...
A palavra é: integração.
O resto deixa vir depois.
23/04/2008
sábado, 28 de março de 2009
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Que bom que vc consegue se expressar tão bem , que bom ter vc aqui prto da gente
ResponderExcluirQue bom conhecer vc.
Obrigada por vc aparecer por aqui.
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirVocê é tão poética...escreve tão bem...
ResponderExcluirmeus parabéns... to adorando seu blog...
beijos
Uma honra tê-las em minha vida...
ResponderExcluirQue bom que vocês estão gostando..
Por que a D. Mosca retirou seu comentário?